Espiando os parceiros do Eco Kids e Eco Teens – um giro por Itapetinga, segunda parte

Depois de espiarmos o professor Manoel Neto com sua contação de histórias, é o momento de espiarmos a professora Sonia Gorette da Cruz Almeida. Atua como coordenadora de projetos da Escola Sizaltina Fernandes, Anexo I, responsável pela 2ª edição do Eco Teens de Itapetinga.

A professora investiu no papel de poetisa, aproveitando seu talento nato! Acompanhe seus versos abaixo, no poema sobre o coronovírus.

O Quase Invisível! Coronavírus.

Vidas que se movimentam e se encontram
Que se abraçam e se beijam
Vidas que fazem o mundo girar
Em várias sintonias
Todas conectadas em diferentes tecnologias.

E ao despertar de um amanhecer
O mundo parou diante da ordem de se recolher.
E por um instante tudo mudou.
E diante de um silêncio mundial
Uma explosão global,
Despertando pânico em geral

O dia em que a terra se viu
Diante de uma guerra que não é civil
Seu inimigo?
O implacável bicho quase invisível
Suas armas? Quem diria!
Sua própria higienização e moradia!

E tão logo ruas vazias,
Praças sem o prazer de companhias,
Escolas sem discentes e docentes,
Crianças, adultos e adolescentes.

Sem shoppings, sem comércios, sem banho de mar,
Sem empregos, sem amigos para receber e visitar.
O dia se perde diante da noite
E a noite diante do dia

Mas a lua e as estrelas não saíram do lugar.
Tampouco o sol deixou de brilhar.

E nesse momento de pandemia,
O rico não é rico
E o pobre não é pobre
Não há ninguém maior ou menor.
Todos são iguais
Nesses dias cruciais.

O Mundo chora a mesma dor.
Filhos enterram seus pais.
Pais enterram seus filhos.
Velórios sem chances de Despedidas.
A amarga ferida de um choro tão distante.

O dia em que a família reconheceu
O valor de um professor
O dia em que a humanidade percebeu
Que não se pode viver sem Deus
Sem o calor do ser humano
Sem solidariedade
Sem lealdade
Sem amor
Sem a beleza do canto do beija – flor
Sem união
Sem coração
Sem fé, sem paciência
Sem essência
Sem família
Sem alegria.

E mais uma vez a pergunta que não quer calar:
Quando vai passar?
O tempo. Apenas o tempo dirá
Quando o bicho quase invisível chamado de Novo Coronavírus
For vencido pela falta em que ou quem tocar.
E o amanhã ?
Novos desafios, novas experiências, novas lições
São muitos aos milhões.
O resto? Quem pode traduzir?
Tão somente a incompletude de um silêncio.

Quer acompanhar outros poemas? Acesse o Facebook da Escola Sizaltina Fernandes e encante-se com as publicações desta parceira do projeto Eco Kids e Eco Teens.

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